O lugar da Palavra — onde o silêncio encontra forma
A palavra também é matéria: respira, pausa e cria.
O silêncio, finalmente, com voz.
Há muito tempo que a palavra pedia o seu espaço.
Um lugar onde pudesse existir sem pressa,
onde o silêncio não fosse ausência, mas origem.
Assim nasceu O lugar da Palavra —
um espaço dedicado à poesia dentro da HMad Artworks.
Aqui, a palavra é também matéria: respira, pausa e cria.
O primeiro livro da trilogia poética inaugura este novo caminho.
Chama-se O lugar onde o silêncio mora —
um conjunto de poemas curtos, quase sussurrados,
onde tudo o que se move começa antes da forma.
É o início de uma viagem interior,
onde o tempo é ar, e a escuta, gesto.
📖 O lugar onde o silêncio mora
Edição digital exclusiva — disponível em O lugar da Palavra
👉 Conclusão de café: há palavras que não se dizem — apenas se escutam.
A arte como forma de presença
A arte não é fuga — é presença. O gesto que diz “estou aqui”, mesmo no silêncio.
Onde o gesto fica, mesmo depois de partir.
“A arte não reproduz o visível, torna visível.” — Paul Klee
Há quem pinte para fugir.
Eu pinto para ficar.
A arte, no fundo, é uma forma de presença — não de representação.
É o gesto que diz: “estou aqui”, mesmo quando não há palavras.
Quando pintas, escreves, ou moldas, estás a suspender o tempo.
Não para escapar ao mundo, mas para tocá-lo de outro modo — com as mãos, com o olhar, com o silêncio.
A arte não resolve nada.
Mas dá forma ao que sentimos, e isso, às vezes, basta para continuar.
Estar presente não é apenas estar no espaço.
É estar inteiro no instante — corpo, respiração, cor.
E a arte é talvez o único lugar onde isso ainda é possível.
👉 Conclusão de café: criar é uma forma de dizer “ainda estou aqui”, mesmo quando o resto parece ausente.
Quando a pintura pede silêncio
Quando a pintura pede silêncio, o gesto aprende a ouvir antes de falar.
O silêncio também tem cor.
“Há um instante antes de cada gesto — e é aí que a pintura respira.” — HMad
Há dias em que o ateliê pede silêncio.
Não aquele silêncio confortável, mas o outro — o que pesa, o que te obriga a parar.
O ruído da cidade fica lá fora, e até os pincéis parecem esperar por algo que não sabes nomear.
Abres um tubo de tinta, mas não é a cor que procuras — é o ar entre as cores.
A pintura, às vezes, pede pausa.
Quer tempo para ouvir o que ainda não disseste.
E se insistes em apressar o gesto, ela cala-se.
Há uma humildade em aceitar esse silêncio.
Porque, no fundo, é nele que a obra se forma — antes de existir, antes de ser tua.
👉 Conclusão de café: o silêncio também é uma ferramenta — só não vem no estojo de pincéis.
O poder do vazio nas artes visuais
O vazio não é ausência — é o lugar onde a arte respira.
Onde o silêncio se torna visível.
“O nada não é um buraco; é um campo de possibilidades.” — John Cage
Há quem tenha medo do vazio — do silêncio, do espaço em branco, do intervalo.
Mas nas artes visuais, o vazio é tudo menos ausência: é o lugar onde a obra respira.
Malevich pintou o seu Quadrado Branco sobre Branco como se dissesse: “Já não preciso de nada para que algo exista.”
Rothko mergulhou-nos em campos de cor que são, na verdade, portais de silêncio.
E Agnes Martin provou que a delicadeza pode ser tão radical quanto o gesto mais violento.
O vazio não é falta de expressão.
É o momento antes da palavra, antes da cor — aquele instante em que o olhar ainda está a aprender a ver.
No fundo, o vazio é o ponto de partida de tudo.
Sem ele, o gesto não tem onde pousar, e o pensamento não tem onde ecoar.
👉 Conclusão de café: o vazio não é o contrário da arte — é o seu fôlego.