Quando a espera também cria
A espera também cria — quando lhe damos espaço, transforma-se em palavra.
Nem sempre o tempo obedece aos nossos planos.
A exposição Minimal Expressions – Maximal Statements foi adiada por razões técnicas — daquelas que não dependem da vontade, nem do gesto, nem da cor certa. Apenas o tempo certo de cura.
E, de repente, houve espera.
Não a espera vazia, mas aquela que pesa.
A que deixa espaço.
A que insiste em perguntar: e agora?
Foi nesse intervalo que a palavra voltou a pedir atenção.
Poemas antigos reapareceram — alguns quase esquecidos, outros ainda demasiado vivos para serem deixados como estavam.
Houve revisões, cortes, silêncios respeitados.
E houve também textos novos, escritos sem pressa, como quem aceita que criar não é reagir, mas escutar.
Dessa pausa nasceu uma decisão clara:
em vez de lutar contra o adiamento, transformá-lo em matéria.
Assim começou a tomar forma uma trilogia poética — não como plano B, mas como continuidade natural de um percurso onde pintura e palavra sempre caminharam lado a lado.
Esta trilogia não substitui a exposição.
Não a explica.
Não a antecipa.
Existe por si.
Como tudo o que nasce quando deixamos a espera trabalhar connosco, e não contra nós.
Talvez algumas exposições precisem de tempo.
Alguns livros, de silêncio.
E alguns momentos, apenas de confiança no processo.
👉 Conclusão de café: às vezes, o que parece adiamento é apenas outra forma de chegada.
Antes que o dia acabe — O fecho de uma trilogia
Uma despedida luminosa.
Antes que o dia acabe encerra a trilogia poética da HMad Artworks com treze poemas e treze notas sobre a claridade que se retira, a solitude aceite e o instante final antes da noite.
Há finais que não chegam como ruptura,
mas como uma claridade que se recolhe devagar.
Antes que o dia acabe nasce desse lugar —
da luz que se despede com a serenidade
de quem cumpriu o caminho.
Este é o terceiro e último volume
da minha trilogia poética.
Uma trilogia nascida de períodos de solitude profunda:
não a solidão desejada,
nem a lamentada,
mas a que simplesmente se aceita
como território interior
onde o silêncio, o corpo e a luz aprendem a respirar juntos.
Depois do silêncio inaugural
e do toque que revela o invisível,
chega agora a hora da claridade final.
Treze poemas e treze notas poéticas
que encerram um ciclo feito de sombra suave,
respiro lento
e verdades que só o fim do dia consegue acender.
Com este livro, a trilogia encontra o seu fecho natural.
Uma despedida luminosa.
Um gesto de luz mansa
antes que a noite se instale.
O ebook já está disponível na loja —
em O Lugar da Palavra.
Obrigada por caminharem comigo até aqui.
O lugar da Palavra — onde o silêncio encontra forma
A palavra também é matéria: respira, pausa e cria.
O silêncio, finalmente, com voz.
Há muito tempo que a palavra pedia o seu espaço.
Um lugar onde pudesse existir sem pressa,
onde o silêncio não fosse ausência, mas origem.
Assim nasceu O lugar da Palavra —
um espaço dedicado à poesia dentro da HMad Artworks.
Aqui, a palavra é também matéria: respira, pausa e cria.
O primeiro livro da trilogia poética inaugura este novo caminho.
Chama-se O lugar onde o silêncio mora —
um conjunto de poemas curtos, quase sussurrados,
onde tudo o que se move começa antes da forma.
É o início de uma viagem interior,
onde o tempo é ar, e a escuta, gesto.
📖 O lugar onde o silêncio mora
Edição digital exclusiva — disponível em O lugar da Palavra
👉 Conclusão de café: há palavras que não se dizem — apenas se escutam.