O que permanece
O Herdeiro de Tudo e de Nada é o meu quarto livro de poesia.
Um percurso entre o vazio e o excesso, onde duas linguagens se cruzam até deixarem de se separar.
O quarto livro de poesia.
Há livros que se escrevem.
E há livros que se atravessam.
O Herdeiro de Tudo e de Nada não nasceu de uma ideia, mas de um percurso — feito de aproximações, de excessos, de silêncios e de rupturas. Um processo onde nem tudo se resolveu, mas tudo se foi revelando de alguma forma.
Este é o meu quarto livro de poesia.
Dividido em três momentos — Nada, Tudo e Herdeiro — acompanha uma transformação: do vazio ao excesso, até ao ponto onde duas linguagens distintas deixam de se separar.
Não há aqui uma tentativa de explicar.
Nem de concluir.
Há apenas um movimento.
Um ponto onde o que sentimos já não precisa de nome para existir.
Se algo ficar deste livro, não será uma resposta —
mas um reconhecimento.
O livro já está disponível AQUI.
— HMad Artworks | Blog
Quando a espera também cria
A espera também cria — quando lhe damos espaço, transforma-se em palavra.
Nem sempre o tempo obedece aos nossos planos.
A exposição Minimal Expressions – Maximal Statements foi adiada por razões técnicas — daquelas que não dependem da vontade, nem do gesto, nem da cor certa. Apenas o tempo certo de cura.
E, de repente, houve espera.
Não a espera vazia, mas aquela que pesa.
A que deixa espaço.
A que insiste em perguntar: e agora?
Foi nesse intervalo que a palavra voltou a pedir atenção.
Poemas antigos reapareceram — alguns quase esquecidos, outros ainda demasiado vivos para serem deixados como estavam.
Houve revisões, cortes, silêncios respeitados.
E houve também textos novos, escritos sem pressa, como quem aceita que criar não é reagir, mas escutar.
Dessa pausa nasceu uma decisão clara:
em vez de lutar contra o adiamento, transformá-lo em matéria.
Assim começou a tomar forma uma trilogia poética — não como plano B, mas como continuidade natural de um percurso onde pintura e palavra sempre caminharam lado a lado.
Esta trilogia não substitui a exposição.
Não a explica.
Não a antecipa.
Existe por si.
Como tudo o que nasce quando deixamos a espera trabalhar connosco, e não contra nós.
Talvez algumas exposições precisem de tempo.
Alguns livros, de silêncio.
E alguns momentos, apenas de confiança no processo.
👉 Conclusão de café: às vezes, o que parece adiamento é apenas outra forma de chegada.
Antes que o dia acabe — O fecho de uma trilogia
Uma despedida luminosa.
Antes que o dia acabe encerra a trilogia poética da HMad Artworks com treze poemas e treze notas sobre a claridade que se retira, a solitude aceite e o instante final antes da noite.
Há finais que não chegam como ruptura,
mas como uma claridade que se recolhe devagar.
Antes que o dia acabe nasce desse lugar —
da luz que se despede com a serenidade
de quem cumpriu o caminho.
Este é o terceiro e último volume
da minha trilogia poética.
Uma trilogia nascida de períodos de solitude profunda:
não a solidão desejada,
nem a lamentada,
mas a que simplesmente se aceita
como território interior
onde o silêncio, o corpo e a luz aprendem a respirar juntos.
Depois do silêncio inaugural
e do toque que revela o invisível,
chega agora a hora da claridade final.
Treze poemas e treze notas poéticas
que encerram um ciclo feito de sombra suave,
respiro lento
e verdades que só o fim do dia consegue acender.
Com este livro, a trilogia encontra o seu fecho natural.
Uma despedida luminosa.
Um gesto de luz mansa
antes que a noite se instale.
O ebook já está disponível na loja —
em O Lugar da Palavra.
Obrigada por caminharem comigo até aqui.
O lugar da Palavra — onde o silêncio encontra forma
A palavra também é matéria: respira, pausa e cria.
O silêncio, finalmente, com voz.
Há muito tempo que a palavra pedia o seu espaço.
Um lugar onde pudesse existir sem pressa,
onde o silêncio não fosse ausência, mas origem.
Assim nasceu O lugar da Palavra —
um espaço dedicado à poesia dentro da HMad Artworks.
Aqui, a palavra é também matéria: respira, pausa e cria.
O primeiro livro da trilogia poética inaugura este novo caminho.
Chama-se O lugar onde o silêncio mora —
um conjunto de poemas curtos, quase sussurrados,
onde tudo o que se move começa antes da forma.
É o início de uma viagem interior,
onde o tempo é ar, e a escuta, gesto.
📖 O lugar onde o silêncio mora
Edição digital exclusiva — disponível em O lugar da Palavra
👉 Conclusão de café: há palavras que não se dizem — apenas se escutam.