As coisas que tocam o invisível

Um livro para quem sabe que o essencial raramente grita — quase sempre sussurra.

2o livro da trilogia

Há livros que se escrevem devagar.
E há livros que se escrevem sozinhos — vindos daquele lugar onde a respiração se confunde com memória, e o silêncio parece ter corpo.

As coisas que tocam o invisível nasceu assim:
não como um gesto pensado, mas como um sussurro insistente.
Uma espécie de presença que me acompanhava no ateliê, na rua, no café, e que pedia forma — não para ser explicada, mas para ser ouvida.

Este livro é feito de pequenos movimentos.
Coisas que não se mostram à primeira vista, mas que deixam marca:
uma respiração mais funda, um arrepio sem motivo, uma palavra que volta no dia seguinte.

Não é um livro sobre o invisível.
É um livro com o invisível —
com aquilo que nos toca antes de sabermos que fomos tocados.

Há textos que parecem fragmentos de pele,
outros que são quase sombras,
outros ainda que só existem naquele espaço entre sentir e dizer.

E talvez seja precisamente aí que a poesia acontece:
no intervalo onde a emoção respira,
onde a palavra encontra luz,
onde o corpo sabe mais do que a cabeça admite.

Se há um propósito neste livro, é simples:
lembrar-te (e lembrar-me) que nem tudo o que importa tem forma.
Mas tudo o que importa deixa vestígio.

👉 Conclusão de café: Há coisas que não se veem — mas se sentem. E, às vezes, isso basta.

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